quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019


Neste nosso primeiro  Percurso pela Cidade, visitamos a Câmara Municipal do Porto. Fomos recebidos pela Dra. Lurdes Ribas, que nos falou de história , mas que também nos contou histórias  acerca do icónico  edifício.
Publicamos as imagens que estiveram na origem do seu discurso.



quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019


DIA DE S. VALENTIM


Segundo o estudo recentemente divulgado da investigadora Madalena Oliveira, da Universidade Fernando Pessoa, “Transmissão intergeracional da violência: o contexto familiar, as relações de intimidade e as crenças dos jovens”, com base num inquérito realizado nos anos letivos de 2008 a 2010 e que envolveu 1476 jovens com idades entre os 15 e os 20 anos de escolas de seis distritos do norte e centro do país, cerca de 25% dos jovens participantes, que mantinham àquela data um relacionamento íntimo, admitiu ter adotado um comportamento violento, pelo menos uma vez, com o seu parceiro/a, enquanto cerca de 22,5% admitiu ter sido vítima de agressão do parceiro/a.

Assim, no âmbito da comemoração do Dia de S. Valentim, a nossa biblioteca recebeu a visita de dois agentes da PSP, que vieram dinamizar uma ação subordinada ao tema  Quem te ama, não te agride!


Foram identificados comportamentos  incorretos, foram referidos os direitos das vítimas , assim como as diversas organizações às quais se pode recorrer em caso de necessidade. No entanto, a mensagem fundamental apelou à consciencialização da importância da denúncia e à desmistificação da reserva da vida privada no que a estes crimes diz respeito. 

De salientar a atenção e participação ordenada dos nossos alunos, o que permitiu concluir que o tema não só foi muito pertinente, como dele terão decorrido aprendizagens que, desejamos, surtam efeitos na desejável mudança de mentalidades. 




sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019



DIA DA LEITURA EM VOZ ALTA



Com o objetivo de implemetar o Referencial Aprender com a 

Biblioteca Escolar e promover a leitura expressiva,  

Professora Isabel Barbosa celebrou o Dia da Leitura em 

Voz Alta. 

Com base no livro O 10 magnífico, de Anna Cerasoli,  foi 

analisado e lido o primeiro capítulo sobre a história dos 

números naturais. 



segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

A palavra e o mundo - Carta ao futuro (II)


O que era o País e o mundo em 1957? À exceção de Sophia e de Jorge de Sena, o País era na década seguinte ao fim da 2ª Grande Guerra a manipulação cinzenta de uma fantasia de crianças. Ficaria a sê-lo por muitas outras ainda. O Mundo após o terror alemão conduzido pelos nazis emergia no que alguns consideravam o homem novo, os amanhãs que cantariam. Outros se encantariam por essa infantilidade de nenhuma substância.

Em fins da década de cinquenta o País e o mundo eram a mais profunda sonolência, uma anestesia de vontade por algo que significasse decência e humanidade. É desse ano que Vergílio Ferreira escreve um livro que devia figurar nas estantes de qualquer pessoa com intenções de compreender a vida e ter nela um papel substantivo. Justamente, Carta ao futuro.

Vergílio tornou-se mais conhecido. Um pouco mais. Não muito mais. Pois ainda é possível ouvir doutores da formalidade invocar a sabedoria de sebentas, onde palavras comuns desenham gramáticas de compreensão pouco empenhadas nesse sentido que  foi a sua escrita. A da justamente invocar a nossa verdade emotiva, aquela que nos faz apreender o mundo, por cima de códigos ideológicos, ou de confissões do nada. Vale a pena lê-lo. Ele foi um percursor da substância que mora em nós, um leitor da brevidade e da magia de estar vivo.

Muitas vezes desdobramos palavras de quem gostamos ou que nos dizem algo pela sua relevância curricular, pela sua ligação a um património cultural e civilizacional. Com Vergílio Ferreira arendemos palavras, ideias, formas de pensar a vida e a existência. Aprendemos formas de pensar possibilidades de criar no real a nossa própria forma de sermos humanos. Vergílio é um homem essencial não só da cultura portuguesa e europeia do século XX , mas de muitos mais.

Com Vergílio Ferreira aprendemos a difícil ética de sermos humanos, compreendemos a necessidade absoluta de olhar o mundo através de um sentimento estético, que apenas a arte nos permite obter. Com Vergílio percebemos que a leitura do mundo faz-se pela nossa emotividade, a quilo que nos faz ter sentido, "a verdade humana" que nos orienta. É no nosso diálogo com uma dimensão estética da vida que o mais essencial de nós se afirma. É uma grande lição dada quando muitos gritavam revoluções e impérios universais. Obrigado amigo!

A palavra e o mundo - Carta ao futuro (I)


O sentimento estético da vida não é exclusivo das obras de arte. Nós o sabemos das horas silenciosas em que a sua face se adivinha e não há ainda uma obra de arte a traduzi-la. a integrá-la numa manifestação. Assim nos não é possível imaginar um mundo sem arte, por mais que admitamos o esgotamento das formas que herdámos, por mais que admitamos que a arte terá de ser inventada de novo através de formas que mal ainda vislumbramos. 
Mas ainda que fosse possível imaginar um mundo sem arte, sem obras que o exprimissem, jamais seria imaginável um mundo estendido fora do sentimento estético, fora da qualidade emotiva que no-lo explica à nossa relação humana com ele.
Porque é dentro da emotividade que o mundo tem sentido, e a verdade humana, e a orientação fundamental de tudo o que nos orienta. Porque o sentimento estético é uma comunicação original com a essencialidade da vida - como esta que se abre na voz obscura da chuva que dura ainda.
Eu a ouço, eu a ouço, desde os confins da memória, balançando na rua a solidão dos espaços. Eu a escuto na vidraça como um apelo clandestino para um encontro de outrora. Que a água de pureza que te trespasse, e seja tu, rememore a água obscura do nosso horizonte - e a vida se continuará, una, indestrutível, igual e sem margens, como é igual na sua total presença, a vertigem da noite e a iluminação do dia.


Saúde, amigo.


 Vergílio Ferreira. (2010). Carta ao Futuro. Lisboa; Quetzal, pgs. 101 e 102


quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Memória de Miguel Torga

Recomeça...
Se puderes,
Sem angústia e sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro,
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses
De nehum fruto queiras só metade.

E, nunca saciado,
Vai colhendo
Ilusões sucessivas no pomar
E vendo
Acordado,
O logro da aventura.
És homem não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com lucidez te reconheças.

Miguel Torga, "Sísifo", in Diário XIII
Imagem: entre as serranias do parque natural de Montesinho

quarta-feira, 16 de janeiro de 2019


HORA DO CONTO 


A nossa escola recebeu a visita de  Ana Esteves, que nos veio contar a história do Cavaleiro  
da Dinamarca

Para além do seu trabalho como contadora de histórias em Bibliotecas Escolares trabalha ainda num projeto  de leitura intitulado “Histórias Encenadas” no Centro Multimeios de Espinho. Atualmente integra também o projeto “Histórias da Vida em Dó Maior”, em parceira com a tocadora e cantadora de histórias Lúcia Barbosa, um projeto que visa  incentivar a leitura estimulando ao mesmo tempo a musicalidade das crianças.