quarta-feira, 21 de novembro de 2018

A vida Humana


Uma ideia para os próximos meses com a regularidade possível. A da imaginação, e a de pensar os outros, de estabelecer essa relação com o outro, a fonte da cidadania, o que Hannah Arendt sublinhou como a ponte para a existência humana, o pensamento.  
O que pensamos e o que sentimos sobre o que somos, a Humanidade que nos compõe e os outros, o que sentimos com eles numa viagem feita num espaço único, o universo que nos foi oferecido?
Com esta etiqueta (Direitos Humanos) falaremos no fundo de nós. Que textos, que ideias, que imagens, que palavras possíveis para esta dimensão da vida?  Aquelas que o pensamento nos permitir construir, a dos alunos e a de todos os que quiserem colaborar.
A arte tem ao longo dos séculos dado respostas, possibilidades para a definir numa aproximação real do que somos em cada época. É um bom lugar para começar.



DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS




segunda-feira, 19 de novembro de 2018

A palavra e o mundo - Silêncio na era do ruído (I)


   Será possível estar e não estar ao mesmo tempo presente no mundo? Acho que sim.
  Para mim, os breves momentos em que me deixo estar no horizonte ou me encanto com tudo o que me rodeia, ou quando não faço mais nada senão observar uma rocha coberta de musgo verde e me sinto incapaz de desviar o olhar dela ou, então, quando simplesmente tenho uma criança ao colo, são os mais preciosos.
   O tempo, de súbito, pára e sinto-me interiormente presente e, ao mesmo tempo, completamente distante. De súbito, um breve momento pode parecer uma eternidade.
  É como se o momento e a eternidade se tornassem um só. Naturalmente, aprendi que são coisas opostas. Cada um deles está num dos pratos da balança. Mas, por vezes, tal como o poeta William Blake, sinto-me incapaz de distinguir entre a eternidade e aquela breve partícula de tempo:



     “Para ver um Mundo num Grão de Areia
      E um Céu numa Flor Silvestre,
      Segura o Infinito na palma da tua mão
      E a Eternidade numa só hora.”

    Vivo para sentir momentos como este. Sinto-me como um pescador de pérolas que, ao abrir uma concha, de repente, encontra a pérola perfeita.
     A eternidade, o momento ou a experiência de ter encontrado a pérola “não existe de todo no tempo”, escreve o filósofo Søren Kierkegaard. De modo geral, o tempo é uma “Sucessão interminável” em que a um segundo segue outro. Porém, de repente, a experiência do tempo altera-se, dado que a sucessão, ao fim e ao acabo, não é interminável. Um segundo não leva ao seguinte. O tempo fica suspenso e o presente deixa de estar em oposição tanto em relação ao passado como ao futuro nessa “Sucessão anulada”, como lhe chamava Kierkegaard. Experimenta-se então a plenitude do tempo no momento.

     O prazer que sinto ao ler, sentir e pensar nesses momentos, reside no faco de eles reflectirem as experiências que tive na natureza, na cama, e quando leio, experiências que eu considerava muito mais raras quando era mais novo. No entanto, ao fim e ao cabo, não eram assim tão invulgares. O mundo fica suspenso durante um momento, e a paz e o silêncio interiores prevalecem. Trata-se de sentimentos que creio que todos temos em graus diferentes e de vários modos, e que julgo que vale a pena alimentar. De vez em quando, trago da montanha uma pedra coberta de musgo e ponho-a na bancada da cozinha ou deixo-a a na sala, para me recordar dessas experiências. E tenho-as oferecido, várias destas pedras, dotadas de uma beleza particular.

Silêncio na Era do Ruído: Erling Kagge; tradu. Miguel de Castro Henriques. 1ª ed. – Lisboa: Quetzal, 2017. – 156, [3] p. ; 20 cm. – ISBN 978-989-722-385-3

A biblioteca convida a comunidade escolar para assistir a uma palestra  sobre as ameaças aos oceanos. 



quarta-feira, 31 de outubro de 2018

O HALLOWEEN NA BIBLIOTECA


O 7º C, sob a orientação da professora Anabela Barbosa, produziu e apresentou a peça de teatro Um conto de Halloween...assustador...





Peça de teatro





Testemunho dos alunos que participaram na peça de teatro



Feito com Padlet

terça-feira, 23 de outubro de 2018

HORA DO CONTO NA BIBLIOTECA

No âmbito da comemoração do Mês Internacional das Bibliotecas Escolares, convidamos  a comunidade escolar a assistir à peça de teatro "Um conto de Halloween assustador". 
Dia 31 de Outubro by on Scribd

segunda-feira, 17 de setembro de 2018


Com as  palavras de  Audrey Azoulay, Diretora-Geral da UNESCO, por ocasião do Dia Internacional da Alfabetização, desejamos a todos um bom ano letivo. 

“Quando aprenderes a ler, serás livre para sempre”, escreveu Frederick Douglass, no século XIX, um escravo negro americano liberto, campeão da causa abolicionista e autor de várias obras. Este apelo à emancipação através da leitura e, de um modo mais geral, do domínio dos conhecimentos fundamentais - ler, escrever e contar - tem um alcance universal.

A alfabetização é o primeiro passo para a liberdade, para a libertação das condicionantes sociais e económicas. É o pré-requisito para o desenvolvimento, individual e coletivo. Reduz a pobreza e as desigualdades, cria riqueza e ajuda a erradicar problemas de nutrição e de saúde pública.

Desde a época de Frederick Douglass, e particularmente nas últimas décadas, foram alcançados progressos consideráveis em todas as regiões do mundo, e milhões de homens e mulheres foram resgatados da ignorância e da dependência através de um amplo movimento de alfabetização e de democratização do acesso à educação. No entanto, a perspetiva de um mundo em que cada indivíduo seja detentor de conhecimentos fundamentais permanece um ideal.

Hoje em dia, em todo o mundo, mais de 360 milhões de crianças e adolescentes não estão matriculados na escola; seis em cada 10 crianças e adolescentes – ou seja, 617 milhões - não adquirem as competências mínimas em literacia e numeracia; 750 milhões de jovens e adultos ainda não sabem ler e escrever - e destes, dois terços são mulheres. Estas lacunas, que são extremamente incapacitantes, levam à exclusão de fato da sociedade e perpetuam a espiral de desigualdades sociais e desigualdades de género.

A tudo isto se soma agora um novo desafio: um mundo em plena mutação, onde o ritmo das inovações tecnológicas está continuamente a acelerar-se. Para poder encontrar um lugar na sociedade, conseguir um emprego e responder aos desafios sociais, económicos e ambientais, as competências tradicionais em literacia e numeracia já não são suficientes; novas competências, inclusive em tecnologias da informação e comunicação, estão a tornar-se cada vez mais necessárias.

É um desafio preparar os jovens e os adultos para empregos que na sua maioria ainda não foram inventados. É por isso indispensável ter acesso a uma aprendizagem durante toda a vida, tirar proveito de caminhos e pontes entre as diferentes modalidades de formação e beneficiar de grandes oportunidades de mobilidade.