“Gosto de uivar ao vento com os mastros
E de me abrir na brisa com as velas,
E há momentos que são quase esquecimento
Numa doçura imensa de regresso.
E de me abrir na brisa com as velas,
E há momentos que são quase esquecimento
Numa doçura imensa de regresso.
A
minha pátria é onde o vento passa,
A minha amada é onde os roseirais dão flor,
O meu desejo é o rastro que ficou das aves,
E nunca acordo deste sonho e nunca durmo.”
A minha amada é onde os roseirais dão flor,
O meu desejo é o rastro que ficou das aves,
E nunca acordo deste sonho e nunca durmo.”
Sophia, “Pirata”
Coral / Sophia de Mello Breyner Andresen ; pref. Manuel Gusmão. –
1ª ed. – Porto : Assírio & Alvim, 2013. – 113, [6] p. ; 21 cm. – (Obras de
Sophia de Mello Breyner Andresen). – ISBN 978-972-37-1702-0
Imagem: Copyright – Augenlicht
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