segunda-feira, 27 de abril de 2020





Fernão de Magalhães teve uma morte violenta, que ocorreu num confronto militar na pequena ilha de Mactán, junto a Cebu, uma das ilhas Filipinas onde a expedição espanhola que comandava tinha ancorado semanas antes.

O confronto, a 27 de abril de 1521, opôs 50 espanhóis comandados por Magalhães a cerca de 1500 guerreiros da ilha. O cronista António Pigafetta fez o relato presencial do que se passou: as condições da praia impediram os espanhóis de utilizar a artilharia e obrigaram-nos a desembarcar, onde foram atacados de imediato.

Os inimigos perceberam que os espanhóis tinham a cabeça e o tronco protegidos, mas não os membros, e lançaram uma chuva de flechas envenenadas, uma das quais feriu Magalhães, que acabou por sucumbir em combate. A sua morte desviou a atenção dos guerreiros inimigos, o que permitiu que os sobreviventes conseguissem reembarcar. “Assim morreu o nosso guia, a nossa luz e o nosso apoio”, nas palavras do cronista.

A armada de Magalhães tinha alcançado o arquipélago das Filipinas, após a longa e penosa travessia do Pacífico, e assentou arraiais na ilha de Cebu, onde os espanhóis procuraram um acordo e um entendimento com o rei local. Seguindo a tradição espanhola seguida na América, esse acordo previa o batismo do rei e a vassalagem a Carlos V. Para o rei de Cebu, esta aliança era importante, porque a amizade dos espanhóis reforçava o seu poder e prestígio junto das elites locais.

Foi neste contexto que Magalhães se deixou enredar nas intrigas e nos conflitos locais. Ao ser informado de que um dos chefes da ilha vizinha de Mactán, chamado Lapu Lapu, se tinha recusado a pagar tributo ao rei de Espanha, Magalhães decidiu resolver pessoalmente a questão, com um pequeno grupo de soldados.

Magalhães era um líder prudente e sensato, pelo que ainda hoje é difícil compreender o que o terá levado a tomar aquela decisão temerária e tão pouco sensata de se deixar atrair para o que parece ter sido uma manobra astuciosa e uma armadilha montada pelos chefes de Mactán.

 A armada prosseguiu o seu objetivo de encontrar as ilhas produtoras de especiarias, o que fez pouco depois, ao seguir para Brunei e posteriormente para as Molucas e Timor. Entretanto, a liderança foi entregue a dois homens, o português Duarte Barbosa e o espanhol Juan Serrano, mas seria Sebastián Del Cano quem acabaria por comandar a armada espanhola, agora reduzida a um único navio, até ao Cabo da Boa Esperança, e daí até Espanha, onde chegou em setembro de 1522.

O corpo de Magalhães nunca foi objeto de exéquias ou de um simples enterro, porque os guerreiros que o mataram recusaram-se a entregá-lo aos espanhóis. Quanto a Lapu Lapu, o chefe rebelde da ilha de Mactán, é celebrado nas Filipinas como o primeiro herói nacional e um símbolo da resistência à colonização espanhola, figurando em estátuas e insígnias oficiais e tendo inspirado várias adaptações cinematográficas.

sexta-feira, 24 de abril de 2020


Lagos com Novembro comemorativo do nascimento de Sophia de Mello ...




22:55'


Esta é a madrugada que eu esperava
O dia inicial inteiro e limpo
Onde emergimos da noite e do silêncio
E livres habitamos a substância do tempo

Sophia de Mello Breyner Andresen, in 'O Nome das Coisas'



quinta-feira, 23 de abril de 2020










Este dia, que coincide com a partida de escritores como Miguel de Cervantes e William Shakespeare,é comemorado desde 1996 por decisão da organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), no dia 23 de abril . No seu site, diz o slogan desta organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura que “A leitura é importante hoje mais do que nunca. Leia e você nunca estará sozinho”.

Conscientes das limitações do momento, recordamos os Encarregados de Educação do Agrupamento a atividade Leitura em Família- iniciada no presente ano letivo com envio semanal de contos-, como forma de estimular não só a comunicação entre gerações, mas, principalmente, o estreitamento dos laços afetivos. 

                    Ainda outras sugestões:

                    Página de eBooks de autores portugueses do blogue

                    Educação Literária na Família

                    Letra Pequena


Participações na atividade 

25 de abril, sempre !





Feito com Padlet

quarta-feira, 22 de abril de 2020


25 de abril, sempre!


Duas formas de recordar o passado. 



50.º Dia da Terra 

Desde 1970 que todos os anos, a 22 de abril, se comemora o Dia da Terra para chamar a 
atenção para a importância de o ser humano viver em harmonia com o Planeta, casa 
comum de onde provêm todos os recursos que garantem a sobrevivência dos que nele 
habitam e o funcionamento da economia.



Abril 2020: Saúde ou liberdade?

O tempo histórico da pandemia covid-19 traduz-se numa experiência de ordem prática, verdadeiramente global e nunca antes imaginada, de transformação radical do nosso estilo de vida. Discuti-la nas suas diversas dimensões (científica, literária, ambiental, política…) é provavelmente a tarefa mais significativa que as crianças e jovens podem esperar da escola na atualidade porque lhes permite construir uma ordem/ sentido e um significado/ propósito para o desconhecido que, não só cria e consolida competências,como apazigua o medo e devolve o bem-estar.

Abril é o mês que em Portugal se comemora a conquista da liberdade depois de mais de 40 anos de ditadura e este ano, em que o mundo é assolado por uma extrema vulnerabilidade, a questão da defesa da livre vontade/ autodeterminação levanta-se na base de uma nova experiência já em curso em alguns países e com aparente sucesso em matéria de crise sanitária: a do bio-poder ou da bio-política.

Sabemos há muito que os nossos consumos são condicionados pelos impostos que pagamos [Monteiro, H. (24.11.2018). Os impostos servem para o Estado nos dizer o que devemos consumir? Expresso], que a linguagem que usamos é influenciada pela ideologia dominante[Soares, M: (25.09. 2019). Higienização da linguagem. Público], que o Google e o Facebookexercem sobre os indivíduos uma vigilância mais eficaz do que o policiamento do passado
[Reis, B.(12. abr. 2020). O preço a pagar é sermos mais vigiados? Público],mas agora o problema alarga-se quando, no contexto da pandemia, é levantada a possibilidade de utilização da tecnologia para rastreio digital de covid- 19, cuja fiabilidade de resultados depende do maior número de utilizadores. - exemplos: app Trace Together e software da parceria Google - Apple que rastreia por Bluetooth. Neste contexto e, para proteção da comunidade há inclusive países europeus que preveem a apresentação de um certificado de imunidade para regresso à nova normalidade e ao exercício de cidadania plena (DC - depois de covid- 19).

Será esta uma oportunidade de sucesso perante uma ameaça cujo alcance desconhecemos ou, pelo contrário, estamos perante um cenário que, a ser posto em prática, transforma a liberdade numa mera ficção/ ilusão [Harari, Y. (14 set. 2018). The myth of freedom, The Guardian]?

Sem preconceitos e com racionalidade é importante refletir sobre este problema prático quepode abrir o precedente para uma mudança ainda mais radical e, talvez irreversível, das nossas vidas. Desta feita para a crise pandémica, mais tarde para a resolução do problema das migrações, do terrorismo, da cibersegurança, do clima ou de outro não antevisto

                                                                                              Cidadania, RBE.pt

terça-feira, 21 de abril de 2020

25 de abril , sempre ! 



Como forma de celebrar mais um aniversário da revolução de abril de 74, a biblioteca da EB Irene Lisboa lança um desafio à comunidade escolar: 

No conjunto de canções que se segue e que se encontra intimamente ligado ao dia 25 ,  há uma que não tem conteúdo político.

1- Qual é a canção?

2- Por que foi associada  à revolução?

Das canções sugeridas, qual é a sua preferida? Porquê?


As respostas deverão ser enviadas para o mail  becre.ebil@gmail.com  . 

O  resultado final  desta  pequena atividade será divulgado  num Padlet ,neste blogue. 


sábado, 11 de abril de 2020




O que agora vivemos existirá num qualquer futuro... o silêncio ouve-se de tão longe... em tantos rostos que não vemos... Um poema de José Luís Peixoto sobre o que tantos vão sentido, entre o agora e o que há-de vir...