terça-feira, 11 de dezembro de 2018

Do amor e do esquecimento


«O amor ao próximo é o maior prazer do ser humano.» (1)

Somos aparentemente, no imenso universo, a única espécie a habitar esta poeira cósmica de matéria e sonhos. Sem compreendermos os mecanismos do seu funcionamento, oscilamos entre um sentimento de abandono e de esperança, neste cosmos que flutua no espaço. Seria pois nas relações humanas, nas mais diversas situações, que a humanidade poderia encontrar um sentido para a sua existência. Justifica-se que valores como a amabilidade e a generosidade estejam no centro das relações humanas. 

Não sendo o que acontece, que justificação e que preço para a sociedade humana? Adam Philips e Barbara Taylor (2) defendem que o amor ao próximo é hoje «o nosso prazer proibido». Porque temos esta incapacidade de nos identificar com os outros, com as suas dificuldades, angústias, receios e sucessos? Tendo o Ocidente dois mil anos de cristianismo, onde o amor ao próximo organizou o pensamento para tantos milhões, porque é que assistimos à valorização do individual como única forma de sobreviver num mundo dominado pelo egocentrismo, onde tantos parecem estar em guerra por qualquer coisa que não entendem? Afinal demonstrar generosidade publicamente ainda é considerado um ato de inferioridade psicológica ou de sentimentalismo de valor duvidoso. 

A amabilidade não é ainda vista pela sociedade como algo natural. Com graves limitações à afetividade, a sociedade contemporânea elegeu o individualismo e a sua independência singular como critérios de sucesso. A solidariedade como fator de existência humana é ainda vista como uma fraqueza. Quantos projetos de grandes empresas estão ligados a causas de igualdade social? 

Nos últimos anos, as ideias de um liberalismo feroz tem remetido a afetividade natural do homem à esfera do privado. No espaço público, os valores dominantes são outros: competição, domínio da estatística, realidade virtual onde se compete sem valores espirituais, onde a função vale mais que a pessoa. Nesta época, vale pois muito considerar a importância da fraternidade e da solidariedade que o Natal nos devolve como mensagem essencial para estes tempos.

(1) Marco Aurélio, imperador Romano, in Courrier Internacional, março de 2009. 
(2) Adams Philips, Barbara Taylor, The Guardian, 03/01/2016

segunda-feira, 10 de dezembro de 2018



SESSÃO DE LEITURA


De modo a promover a leitura num contexto distinto do da sala de aula, a  Professora Ester Salgueiro respondeu ao repto da Biblioteca e convidou  a turma B, do 9º ano, a  apresentar as suas leituras  à comunidade. 
Ao princípo, os alunos manifestaram alguma falta de à vontade, mas rapidamente perceberam os objetivos da atividade e aderiram com empenhamento. 






Declaração Universal dos Direitos Humanos


The Declaration of The Human Rights