"Ao longo do tempo, a nossa memória vai formando
uma biblioteca díspar, feita de livros, ou de páginas, cuja leitura foi uma
felicidade para nós e gostaríamos de partilhar. (…) Que outros se gabem dos
livros que lhes foi dado escrever; eu gabo-me daqueles que me foi dado ler,
disse eu uma vez. Não sei se sou um bom escritor.Penso ser um excelente leitor ou, em todo o caso, um sensível e agradecido
leitor. Desejo que esta biblioteca seja tão diversa como a não saciada
curiosidade que me induziu, e continua a induzir-me, à exploração de tantas
linguagens e de tantas literaturas. É com eles, com os textos que percorreremos
as galerias e os palácios da memória, como escreveu Santo Agostinho".
Jorge Luís Borges. (2016). Biblioteca Pessoal. Lisboa: Quetzal.

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