Um poema por dia - a imaginação para iluminar ou compreender o real!
“Azul, o azul rouco
o azul sem cor
luz gémea da sede
Acerca deste rigor tenho uma
palavra a dizer
uma sílaba a salvar desta
aridez
Asa ferida, o olhar arrastado
pela pedra calcinada
húmido ainda de ter pousado à
sombra
de um nome o teu:
amor do mundo,
amor de nada.
o azul sem cor
luz gémea da sede
Acerca deste rigor tenho uma
palavra a dizer
uma sílaba a salvar desta
aridez
Asa ferida, o olhar arrastado
pela pedra calcinada
húmido ainda de ter pousado à
sombra
de um nome o teu:
amor do mundo,
amor de nada.
Eugénio de Andrade, “Azul”, in Poesia Completa

Sem comentários:
Enviar um comentário
Faça o seu comentário